Já foi tempo.

Já me tinha habituado a este deficiente coração e às suas partidas, aos inúmeros conselhos do cardiologista que ouso ignorar. Devia viver sem preocupações, sem me irritar, sem ter grandes surpresas. Isso pedia-me que eu não vivesse. E logo a quem pediam isso! 
A dor cá dentro é uma constante. Já foi tempo em que ia embora e depois voltava do nada, apanhando-me a mim e aos outros, desprevenidos. Já foi tempo em que andava numa correria de médico em médico. As dúvidas desapareceram. O relatório é claro.
Já foi tempo em que brincava dizendo que me haviam partido o coração. De certa forma foi verdade. E que triste a ironia de descobrir que o meu coração não funciona bem dados os últimos acontecimentos. 
Será que é por isso que sou tão fria e desprovida de sentimentos?  Melhor dizer, sentimentos tenho-os aos potes. Passam é depressa de mais, com uma frieza desnecessária. 
Gostava que as notícias de ontem não me tivessem feito recorrer à medicação. Logo no dia do meu aniversário. 

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