O Jogo


Quanto tempo mais este jogo vai continuar? Quanto tempo mais as provocações vão durar neste jogo sem regras que decidimos jogar? Tudo tem um tempo mas isto, isto que nós temos e que nunca soube o que era e penso que jamais saberei, parece prolongar-se pelo tempo sem o vermos passar. Por vezes gostava de te ler os pensamentos. Por vezes consigo realmente lê-los e é quando me afasto de ti. Quando aguardo pelas tuas palavras no silêncio da noite, noite essa que de forma cruel ou doce, te traz até mim. Nunca fisicamente. Isso era violar as regras que impusemos da última vez que estivemos juntos, era querer algo mais que seria demais para os dois. Mas depois há esta corda. Que te puxa até mim. Que me amarra a ti e que me faz querer abandonar o calor da minha casa para ir ter contigo àquela cidade que me é desconhecida. Mas depois existem as tuas regras. As regras que nunca te atreveste a revelar. Sempre eu. Nunca tu. E sou eu a querer o teu calor sem saber se queres o meu porque entre nós, entre a música que partilhamos para dizermos o que vem cá dentro, existe sempre a incerteza que se prolonga. Sou eu a querer partir e tu a quereres que eu fique. Sou eu a entrar no autocarro que tem como destino os teus braços e ser recebida pelo vento gélido da cidade que ficou mais vazia do que nunca. Sou eu e és tu. Aonde não sei. Nunca o saberei. Serás sempre o eterno jogo que nunca terá vencedores, que se arrasta pelo tempo sem cansar. Serás o vazio em mim e o calor do meu sorriso. Até quando?

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