Efemeridade

Podia dizer-te que não tenho medo. Podia e tu irias, provavelmente, acreditar. Mas eu tenho mais do que medo. Um medo que ameaça as minhas entranhas, que me arranha por dentro e que me faz fechar na minha concha. Tu tens um passado, como todos, mas o teu é demasiado recente. Esse medo que tu tens de me perder, que te deixa magoado com as mais simples coisas, também eu o tenho. E não sabes tu como! Podia analisar o meu historial e fazer um relatório completo para ti, só para veres como voltar para ex-amantes está fora de questão. Talvez assim a tua cabeça ficasse mais tranquila. Amor, meu doce amor. És quem eu quero. Com quem quero estar. Não vamos pensar no passado que insiste em nos assombrar mas no futuro que temos, e quero ter, juntos, pela frente. A efemeridade há-de chegar. Chega sempre, às vezes quando menos contamos. Mas é com essa certeza já na cabeça que a vamos ignorar. O que tiver de acontecer, vai acontecer à mesma, queiramos ou não. Por isso vamos viver o nosso romance sem medo, sugar cada segundo em que estamos juntos para no fim haver acontecimentos suficientes para que a nossa história, fique para sempre eternizada.

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