Pelos teus caracóis negros

Não me peças para fazer de conta que não existes quando te tenho mesmo ao meu lado. Quando até de costas te sinto, com o teu olhar negro pousado em mim, a seguir, secretamente, cada passo que dou, cada movimento meu. Quando te sinto em cada palavra, linha, de cartas que um dia me escreveste, levado por um misto de loucura ou paixão, sinónimos de uma cegueira absurda que nem eu, nem tu, entendemos como durou tanto. Odeio sentar-me no fundo do autocarro e conseguir ver os teus caracóis negros, perfeitos, brilhantes, que gritam por um toque meu. É por eles e por ti, que para se chegar ao meu coração é preciso, primeiro, navegar-se pelos sete mares.

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