Desabafos incertos

Abro muitas vezes esta página e fico a olhar para ela em branco. As palavras desapareceram. É como se tivessem cortado os fios. Os fios que ligavam uma coisa à outra, as palavras ao coração. Temo ao pensar que sei o motivo. Temo por não querer achar que é a realidade. Houve um antes, em que era fácil falar talvez por ter sido tão fácil conseguir interpretar-me. Talvez por que vivia na paz de um tormento sem saber que poderia existir pior. As coisas pioraram, sabias? Tudo à volta se tornou um pesadelo e só encontro calma nos braços dele. As lágrimas teimam em não sair e eu teimo em não as deixar escapar. Um por um, tudo começa a desaparecer. Aos bocados. Como se desse prazer torturar-me. Eu lá sigo, todos os dias, com uma corda ao pescoço, suspensa, pronta a ser puxada. Sabes o que é pior nisso tudo? Não saber quando vão acabar com tudo. Preferia que me dissessem na cara: “Acabou”. Seria mais fácil ser corajosa, pegar nas minhas coisas e partir. Assim, continuarei prisioneira de pequenos seres que simplesmente não querem saber.

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