Desabafos nocturnos

Lisboa deixa-me tão triste. De tanta vida haver nesta cidade, não existe vida alguma. Ninguém se conhece. Ninguém pára. Ninguém repara. Sou eu, parada na rua, de máquina em punho, a olhar os pormenores desta cidade triste que de tanto ter, tanto se perde. Estou triste. Uma tristeza que me faz querer voltar, perdoar, esquecer. Fugir, principalmente fugir. De tanto querer, nada tenho e segundo os outros, tenho tudo. Faz algum sentido? Já nem lágrimas tenho.

Cheguei a ter medo de te perder,
tu não chegaste sequer a ter medo.
Este silêncio de já não termos palavras
ouve-se nas outras palavras que trocamos.
(…)

Helder Moura Pereira in “Mútuo Consentimento

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