Não me esqueci.

Ainda me és um tudo. Ainda sinto falta do teu carinho, do teu cesto de papéis a transbordar de ideias incompletas, da tua parede de memórias onde eu figurava. Ainda guardo as poucas mensagens de simpatia trocadas, os beijos roubados e as noites que começavam com um: vais-te arrepender. Ainda me afundo nas tuas almofadas antes de adormecer, ainda me rio da tua desarrumação. Em nada te esqueci. Continuo a adorar esse sorriso trocista, arrepio-me a cada mensagem tua, ainda te escrevo. Dos sonhos, afogámos muitas vezes a realidade. Houve vezes em que te odiei sem nunca te odiar. Houve noites em que te amei e me perdi. Em que te encostei a uma parede e te tentei para logo fugir. Por ti chorei, não te digo que não. Fugi de ti e tu de mim, abandonando-te para logo voltar. Escrevi infinitos cadernos onde te desabafava, onde te levava para caminhos que não me deixavas percorrer. Cortei-me nas tuas palavras, uma vez e outra e foi tão doce. És-me muito. Gostava que me fosses muito. E de tudo isto, perder-me em só mais um abraço teu. Foi o teu dia e eu não me esqueci, sabes?

kafka

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