Dizes que escrevo a melancolia

Há tanto barulho na rua que só encontro consolo na minha solidão. Rótulos, demasiados rótulos para tudo, para mim. Nunca nada acabará alguma vez bem. Desengane-se quem considera que é tudo uma questão de tempo. Não é, de todo. Odeio espelhos. É a pior realidade que nestes dias tenho enfrentado. Tal e qual como se um demónio me aparecesse. Tenho fugido para qualquer lado onde saiba que durante horas posso ter sossego. A ironia de procurar sossego num corpo alimentado pelo desassossego. Tenho constantes dores de cabeça. Dizem que é de muito pensar. Querem que seja um vegetal? Acabo com tudo e sofro por isso. Muito me controlo em não mudar de novo de cidade, já poucos sabem onde realmente eu paro. E o que são afinal amigos? Mais depressa falo com estranhos do que aqueles que julgo próximos. Aprendi a lidar com olheiras. Já fazem parte de mim. Pouco durmo, pouco falo, pouco como. É só mais uma fase, ouço dizer. Sou fraca de espírito, fraca de corpo. Ao final de uma página perco a concentração e fecho os livros. São deixados por mais de uma semana ao abandono pelo meu quarto. Desliguei o telemóvel. Não parava de tocar. Não suporto falar ao telemóvel. Até a .televisão já desliguei. Limito-me a perder-me em fotografias que não consigo evitar tirar. Também tive a minha Sereia e decidi manda-la embora. Que faço agora eu?

conversas com um estranho

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