Destino traçado

Tristes as doces palavras que deambulam entre a tua cabeça e a minha. Desgastamo-nos num silêncio ensurdecedor,  numa distância que abre nosso corpo de feridas que não podemos sarar. Nem tu nem eu queremos este melancólico desassossego nas nossas vidas, e quebramos, um após o outro, entre afiadas palavras sem o significado que desejamos ter. Os sinais do nosso ruído,  do nosso atrito, chegam do exterior. Tal como figuras fantasmagóricas, movimentam-se em nosso redor, segredam na escuridão, deixando que os monstros façam o resto. O nosso destino estava traçado e morreu vagarosamente junto ao Tejo. Quem és tu, que eu já não me reconheço?

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