E o tempo não parou

Gostava que fossemos donos do tempo que nos afasta um do outro para o podermos parar quando assim nos aprouvesse. Afastar o meu corpo do teu pela manhã, deve ser das torturas mais impiedosas a que me sujeitam quando já não te tenho para mim todos os dias. Dou por mim a acordar estrategicamente mais cedo para poder abraçar e beijar as tuas costas nuas numa silenciosa despedida que não sabe quando terá teus braços de volta. Mal dormi a noite passada de tanto te querer olhar, para decorar cada traço teu, delinear os teus sinais num beijo perdido  do medo de tanto te querer e saber que muito pouco nos resta. Podia até chorar não tivessem minhas lágrimas secado no dia em que percebi que havia tanto de mim em ti e mesmo assim te mandei embora. Penso que acabou, só me resta mesmo acreditar.

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