A Chuva que cai em mim

Esta janela dá tanto para a minha alma como para a rua onde lentamente a chuva cai, numa cruciante dança que acompanha lágrimas minhas, iluminando o meu rosto em memória de beijos teus que um dia ousaste dar. A água é fria em todo o seu esplendor, enquanto lava meu corpo que por ti sangra durante dias que parecem não mais acabar, onde imagens do teu corpo deitado sobre o dela preenchem o meu lado mais negro, gritando para abafar os teus sons de doce deleite. Queria muito poder apagar-te deste mundo e deste meu fado que me julgou durante meses para depois me queimar com palavras tuas feitas do mais fino ferro talhado  nas brasas da tua mente doente. Dói como nunca antes me tinha doído.

chuva

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