Anda

Julgas que te deixei mas tudo em mim ainda te pertence. O teu abraço era o único que me acalmava, que realmente o fazia e há quanto tempo não o tenho? Num antes, quando éramos um, podíamos estar horas em silêncio, bastávamos nós dois e o tempo passava sem que déssemos conta. Ninguém nos julgava porque não havia ninguém. Pelo menos fixo. Depois, quando apareciam, escrevia-te porque em palavras eras apenas meu. Imaginava a tua varanda e nós, perdidos, a olhar  a noite que se estendia a partir de tua casa. Também tu me inspiravas mas nome tinhas só um: Estranho. Atravessa a rua esta noite, estarei à tua espera.

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